Digressão por Portugal em 2001 |
O lançamento do livro Os Portugueses na Formação da América levou o seu autor Manuel Mira à seguinte digressão pelos Estados Unidos, Canada e Portugal em 2001:
A publicação do livro em Português Os Portugueses na Formação da América logo de início suscitou bastante interesse nos Estados Unidos e Canadá, mas a maior surpresa foi em Portugal, o que não é normal quando o autor é um emigrante radicado na América do Norte. Logo após ter-se tornado público a presença do autor em Portugal, este foi assediado pelos vários órgãos de comunicação social para falar sobre a vida dos emigrantes na América, da sua vida de trabalho intenso e também dos muitos que aqui conseguiram sucesso. Surpresa geral foi quando os vários jornalistas foram informados da importância que os Portugueses tiveram na formação da América através dos séculos, devido a ter sido criado um estereótipo de todos os emigrantes que se radicaram neste lado do Oceano. Mesmo que o livro não tivesse tido sucesso em Portugal, o simples facto de que todos os que foram contactados ficaram com uma ideia diferente dos emigrantes no Canadá e na América, valeu a pena esta digressão do autor. A jornalista Ana Folhas de Oliveira, da Agência Lusa, foi a primeira a contactar o autor e escreveu um artigo que foi distribuído internacionalmente pelos vários órgãos comunicação e que pode ser lido na página da Crítica Literária. No dia 8 de Outubro, o autor foi um dos quatro convidados no programa da RTP no Porto “Praça da Alegria” - a artista Sofia Alves, o mágico Luís de Matos e o fadista Salvador Taborda. Este programa matinal de Manuel Luís Goucha é um dos programas com mais telespectadores em Portugal e no estrangeiro. Naturalmente também teve um impacto sobre o lançamento do livro, tendo o autor recebido telefonemas de várias partes do mundo, incluindo de amigos que não via há muitos anos. No mesmo dia, o autor seguiu para Vale de Cambra, onde era esperado pelo médico e historiador Dr. Manuel Luciano da Silva para uma palestra na Biblioteca Municipal desta cidade. Durante esta visita, Manuel Mira, família e mais convidados tiveram a oportunidade de visitar a Associação Dr. Manuel Luciano da Silva, em Cavião, onde está instalada a Biblioteca-Museu da Diáspora Portuguesa. Esta obra de iniciativa local demonstra bem a admiração e orgulho da população local por um dos filhos da terra que teve sucesso nos Estados Unidos e continua a trabalhar para a promoção da nossa gente. Esta Biblioteca-Museu é a única em Portugal a reunir as várias obras de autores Portugueses no estrangeiro. O Dr. Luciano disse-nos que a Biblioteca-Museu é dedicada a quatro importantes personagens que representam: Ciência Médica (1), Descobrimentos Portugueses (2), Historiadores-Amadores (3), Emigrantes (4), e aceita todos os trabalhos dos emigrantes espalhados pelo mundo; por isso, pede a todos para enviarem as suas obras para Associação Dr. Manuel Luciano da Silva, Apartado 185, 3730-901 Vale de Cambra, Portugal. O autor Manuel Mira ofereceu já um exemplar das suas obras e recomenda a outros para fazerem o mesmo. O edifício de construção moderna onde está instalada a Biblioteca-Museu está localizado num dos pontos mais atractivos da região e oferece aos seus visitantes todo o conforto e facilidades para estudo e pesquisa, contando ainda com computadores ligados à Internet. Certamente recomendamos uma visita a este local na próxima viagem a Portugal. Depois desta visita, o autor seguiu para Vale de Cambra, onde na sua ampla sala da Biblioteca Municipal estavam vários dignitários e empresários locais, assim como representantes do Governo. Para participar nesta palestra esteve também presente a Dra. Ana Mafalda da Costa, que traduziu a edição em Inglês para Português. Após a apresentação de um programa com projecção de diapositivos electrónicos que descrevia as várias partes do livro, o Dr. Luciano da Silva, com a Dra. Ana Mafalda e o autor, prosseguiu com uma animada palestra onde teve a oportunidade de mais uma vez realçar os trabalhos dos emigrantes Portugueses no Continente norte-americano. Com a participação das perguntas da audiência, tanto a Dra. Ana Mafalda, como Manuel Mira e o Dr. Luciano da Silva responderam às mais variadas perguntas, que incluíram a explicação da Pedra de Dighton e semelhanças ambientais com Portugal. A sessão terminou com o autógrafo do autor na enorme quantidade de livros que se venderam aos presentes. O Dr. Luciano da Silva também fez a sua Crítica Literária, que posteriomente enviou aos órgãos de comunicação social. A cópia pode ser lida página da Crítica Literária. O Sr. Manuel Mira foi a Portugal apresentar esta edição em português e foi entusiasticamente recebido. Fez a primeira palestra na Biblioteca Municipal de Vale de Cambra no dia 8 de Outubro de 2001, organizada pela Biblioteca-Museu Dr. Manuel Luciano da Silva, e teve uma excelente audiência. Esteve também presente a tradutora Dra. Ana Mafalda Costa, que participou no animado colóquio. No dia seguinte, o Sr. Manuel Mira fez a mesma apresentação na Sociedade de Geografia de Lisboa. Teve oportunidade de dar entrevistas à rádio, televisão e jornais portugueses. Foi uma viagem triunfal. O seu livro está a ser muito procurado em Portugal. No dia 9 de Outubro, foi feita a apresentação do livro em Lisboa na Sociedade de Geografia, seguida por uma palestra. Estiveram presentes o Ministro da Juventude e dos Desportos, Eng. José Lello; o Vice-Presidente da Assembleia da República, Dr. Mota Amaral, assim como o Presidente da Sociedade de Geografia de Lisboa, Professor Luís Aires-Barros, o Dr. Isaías Gomes dos Santos, Presidente da Comissão de Emigração, e o Comandante Malhão Pereira, do Navio Escola Sagres. A sala da Academia estava repleta com a presença de inúmeros convidados que se deslocaram ali de vários pontos do país, tais como do Minho (em representação do Rancho Folclórico de Santa Marta do Portuzelo), do Algarve (em representação do Rancho Folclórico de Faro), de Leiria, de Tomar, de Alcobaça, da Marinha Grande, Batalha, etc. O Presidente da Sociedade de Geografia iniciou a palestra enaltecendo o papel que a Sociedade de Geografia tem vindo a fazer nos últimos anos no apoio de vários autores de obras relacionadas com actividades e objectivos da Sociedade e que a têm escolhido para local de introdução. Terminou mostrando a sua satisfação por mais uma vez nesta noite continuar a fazê-lo numa obra que merece todo o apoio. Terminou ainda com a introdução do Comandante Malhão Pereira, dizendo que ele poderia falar mais acerca do autor. O Comandante José Manuel Malhão Pereira proferiu o seguinte discurso: <<Primeiramente, quero agradecer ao meu amigo Manuel Mira a honra que me deu ao pedir-me que apresentasse este seu importante trabalho. E quero agradecer-lhe fundamentalmente por duas razões. A primeira, porque não sendo eu historiador nem crítico literário, não me sinto com qualquer aptidão para o efeito. Agradeço-lhe, portanto, a confiança demonstrada, até porque se arrisca a que aquilo que vou dizer não corresponda de qualquer modo a uma opinião a ter em conta. A segunda, porque é em consequência de nos termos encontrado nos Estados Unidos em 1992 e de as nossas famílias terem mantido desde essa data um afectuoso contacto, que Manuel Mira se lembrou deste humilde marinheiro para este efeito. É essa inequívoca prova de amizade que agradeço também. O autor desde trabalho, formando-se em Portugal na área da electrónica, muito cedo saiu do país e, passando pelo Brasil e pelo Canadá, estabeleceu-se finalmente nos Estrados Unidos, onde completou os seus estudos nesta área. Na Flórida, onde actualmente vive (a sua área de residência é nos montes Apalaches), Manuel Mira fundou uma fábrica de intercomunicadores, continuando idêntica iniciativa que concretizara anteriormente no Canadá. Aqui progrediu nesta área, sendo actualmente a empresa gerida pelos seus dois filhos. A sua mulher Maria de Lurdes acompanha-o e apoia-o há 48 anos, e um dos seus seis netos já ocupa um lugar importante na mesma empresa. Foi o grande orgulho que Manuel Mira tem na sua origem Lusa que fez com que eu tivesse o prazer de o conhecer em 1992. De facto, este português da América do Norte quis que os seus netos conhecessem a Sagres e a sua guarnição, pelo que tive o prazer de ter a bordo, de Norfolk a Fort Lauderdale, o John e o Lesley, que escreveram interessantíssimos comentários (posteriormente publicados) acerca dessa para eles memorável viagem. O seu amor às suas raízes é agora mais uma vez evidente. Ao publicar este livro, mostra ao público que fala português (há uma edição em língua inglesa do mesmo), que, para além da comunidade Portuguesa conhecida nos Estados Unidos, existe muito provavelmente uma outra, muito mais antiga, que muito terá contribuído para a formação desse grande país. Essa comunidade, os Melungos, ter-se-á estabelecido no século XVI no canto sueste do actual território dos Estados Unidos, sofrendo ao longo da história as inúmeras vissicitudes das comunidades que não correspondiam à origem das dos vencedores das lutas da independência. Este assunto foi já tratado por outros autores, mas Manuel Mira aprofunda-o com energia, acrescentando mais elementos que poderão ser muito úteis para futuras investigações. Sabendo o autor quão desconhecida é a história do seu país no ambiente onde vive, faz também um resumo alargado da mesma, desde as origens da nacionalidade até à época das descobertas. Segue-se um estudo da presença portuguesa na América do Norte desde o século XV até aos nossos dias e a ligação das comunidades lusas com as dos Melungos. Este volumoso trabalho inclui seis apêndices, que contêm, entre outras importantes informações, uma utilíssima lista de apelidos, lugares, palavras, etc., uma completa cronologia, para além de muitas mais informações de carácter histórico e estatístico. Disse inicialmente que não era historiador nem crítico, mas tenho alguma experiência na execução de trabalhos escritos e poderei, por isso, adiantar que o autor nos deixa uma excelente obra de referência e consulta, baseada em extensa bibliografia e pesquisa pessoal, muito útil não só para as comunidades portuguesas da América, mas também para todos os falantes da nossa língua. Manuel Mira tem ainda o cuidado de referir as suas fontes em centenas de notas de rodapé, que, para quem confessa na introdução não ser escritor nem historiador, é abonatório de grande honestidade intelectual e de preocupação de rigor, por vezes ausente de algumas obras de carácter mais académico. Mas este livro tem, na nossa opinião, um significado muito mais amplo para o qual gostaríamos de chamar a atenção. De facto, o autor é um exemplo daquilo que de melhor tem a nossa vetusta Nação, e que são aqueles que tiveram a coragem de daqui sair, de contribuir para a formação de outras nações, de nelas serem perfeitamente integrados e de nunca esquecerem a sua origem, da qual sentem profundo orgulho. Por toda esta obra perpassa a luta de um homem e de uma família pela conquista do lugar na sociedade a que consideram ter direito. Assiste-se aos intricáveis meandros da discriminação que sofrem e sofreram os Melungos, mas que também sofreu o autor até atingir a posição que ocupa hoje. E tudo isto sem enjeitar a sua origem, tendo orgulho nela e educando os seus filhos e netos no amor não só à grande nação que os acolheu, como também ao seu querido País de origem. Estes factos e este tipo de atitudes foram para mim revelados intensamente ao longo da minha vida na Armada, não só pelo contacto com as comunidades estabelecidas em África e nas ilhas do Atlântico, mas também com as da Europa e Américas. Neste último caso, contribuíram decisivamente as missões no Navio Escola Sagres nos anos sessenta e oitenta, e mais recentemente no início dos anos noventa. O meu envolvimento no estudo da época dos Descobrimentos e da expansão tem ultimamente permitido avaliar a riqueza dos nossos vestígios na Índia e Brasil. De facto, não sei sinceramente se actualmente no nosso país se tem a perfeita noção da nossa real dimensão. O nosso envolvimento na Europa Comunitária e os financiamentos a fundo perdido que têm como objectivo concreto fazer com que o nosso atraso se reduza, para que a economia comum possa funcionar, parecem ter amolecido as nossas consciências. Parece que ainda não se percebeu que esse caudal secará num futuro muito próximo e que depois teremos que nos integrar em igualdade de circunstâncias com todos os outros países com quem voluntariamente nos associámos. E como manter a nossa identidade face aos nossos parceiros mais fortes ou com os de igual dimensão que no entanto tiveram mais sucesso nas medidas de integração? Como manter a nossa independência face à vizinha Espanha, nossa permanente companheira de aventuras ao longo dos séculos, que no entanto sempre tentou a unificação da Península? Tudo isto são interrogações que se põem aos portugueses e normalmente não se vêm respostas para estes problemas. Tenho, no entanto, a convicção profunda que tudo se resolverá e terá solução adequada, se tivermos a noção do que na realidade representa a nossa Nação no mundo de hoje, cuja posição se começou a cimentar no século XV, como muito bem resume Manuel Mira e do qual este senhor é um exemplo marcante. Será que compreendemos que foi Portugal que iniciou a expansão da Europa e que até poderíamos afirmar, estando agora na moda o ajuste de contas do passado, que os Europeus nos estão agora a pagar o desbravamento do caminho? Será que percebemos que a nossa língua é falada por mais de duzentos milhões de pessoas e que é a terceira língua Europeia mais falada do mundo, a sétima entre todas as outras, tendo sido este o veículo de expressão oral e escrita com que Portugal iniciou a expansão Europeia? Será que nos recordamos que a nossa expansão começou com uma matéria-prima humana correspondente a pouco mais de um milhão de pessoas, que no início do século XVI teríamos cerca de um milhão e quatrocentas mil almas, ao lado de uma Espanha com cerca de 7 milhões, uma França com 14 milhões, uma Inglaterra com 4 milhões, e que mantivemos o monopólio dos mares por mais de um século e meio na área que nos foi atribuída? Será que todos nós sabemos que fizemos um Brasil e que os nossos vizinhos ibéricos originaram quase uma vintena de estados nas Américas do Sul e Central, muitos deles bastante precários? Será que compreendemos que criámos em Cabo Verde a primeira sociedade multirracial nos trópicos, que terá os seus defeitos e problemas, mas que possivelmente é a única solução para este mundo tribal? Será que verificámos que os Timorenses optaram pela língua Portuguesa e pretendem ser integrados de pleno direito na Comunidade de Povos de Língua Portuguesa, porque reconhecem que na zona geográfica onde vivem isso lhes dará a conveniente identidade e poder negocial? Será que ainda nos recordamos que existem espalhadas pela Ásia inúmeras comunidades de origem Portuguesa, que falam Português ou um crioulo do Português e que têm orgulho nisso, e que os nossos vizinhos Galegos pretendem pertencer à CPLP? Será que nos apercebemos que em todos os países africanos de fala portuguesa há sangue do nosso sangue nas veias de milhões de cidadãos, que têm os nossos apelidos, que têm familiares de Trás-os-Montes, do Brasil, da Índia, da Malásia, ou mais concretamente do Mundo? Será que olhamos no Portugal Europeu para os nossos irmãos africanos, que recentemente nos procuram para tentar a sua vida aqui, onde há trabalho, visto que, na terra onde os deixámos entregues à sua sorte, não conseguem minimamente alimentar-se nem aos seus e que os recebemos condignamente? Será que contribuímos o suficiente para a formação dos futuros quadros africanos ou asiáticos ou mesmo sul-Americanos, através de bolsas de estudo e de programas afins? Estou convencido de que tudo isto sabemos aqui neste rectângulo europeu, mas que estamos distraídos, pensando que a Europa nos resolverá todos os nossos problemas! Mas, pela experiência recente e passada com as nossas comunidades, verifiquei que todos os Portugueses que estão no estrangeiro sabem disto, e Manuel Mira é um exemplo evidente desta afirmação. E muitas das ideias anteriormente expostas estão contidas ou subentendem-se neste seu livro. Podem crer, minhas senhoras e meus senhores, que o que verifiquei nos Estados Unidos e noutros locais do mundo é que as comunidades Portugueses têm um apurado sentido patriótico, que não se nota em Portugal. E que este livro será muito mais útil aqui do que na América ou no Brasil, por exemplo. Agostinho da Silva afirmou que, e cito, “a construção do descoberto fez-se pela imigração”. E mais adiante afirma que “dentro do País ficaram aqueles que não tinham coragem, aqueles que não tinham iniciativa”. E segue com outras afirmações pouco lisonjeiras para quem cá ficou, as quais não será oportuno referir agora e que porventura serão demasiado radicais.>> Ao terminar, todos aplaudiram com entusiasmo. A palestra prosseguiu com a apresentação dos diapositivos electrónicos e respectiva descrição pelo autor, seguida da participação dos presentes num período de perguntas e respostas e respectivos comentários. O Ministro da Juventude e Desporto, Eng. Lello, e o Vice-Presidente da Assembleia da República, Dr. Mota Amaral, dirigiram a palavra a todos os presentes felicitando o autor pela obra apresentada, encorajando outros a fazerem o mesmo, chamando a atenção para o trabalho realizado pelos nossos emigrantes fora de Portugal. Foi um êxito total e que não se esperava neste tipo de actividade literária. Antes e depois da sessão notámos que os presentes compraram o livro pedindo ao autor pela sua assinatura. Nesta actividade, esteve a assistente do autor, Alexandra Gomes, que não se poupou em dar a sua colaboração tanto nesta noite como em toda a digressão em Portugal. Também esteve presente o responsável pela venda e armazenagem dos livros em Portugal, o Sr. Narciso Neto e sua esposa Mercês. Foram entregues ao autor vários presentes e ainda um ramo de flores à esposa do autor, Lurdes Mira, oferta de Odete Lopes. No dia seguinte, 10 de Outubro, o autor foi entrevistado pela RTPi para o programa “Repórter Comunidades”, em que também participaram dois Professores, um deles o Dr. Onésimo de Almeida, da Universidade Brown. No dia 11 de Outubro, Guilherme Simões, da SIC, a primeira estação de Televisão Independente de Portugal, no programa Notícias-Opinião entrevistou Manuel Mira com a participação da deputada pela emigração do PSD, Dra. Manuela Aguiar. Este programa foi transmitido directamente para os Estados Unidos com a colaboração telefónica de Céu Cirnes e de Carlos Brito, da STV de Newark, New Jersey. A RDPi convida o autor para o programa “Comunidades”, onde participa durante uma hora respondendo às mais variadas perguntas pela locutora Cristina Borges. A terminar esta digressão, no dia 16 de Outubro, o autor esteve presente num programa da Rádio Batalha, realização de José Travaços, com António Rodrigues e o proprietário da estação de rádio, Sr. Santos. Durante duas horas, e com a participação dos ouvintes, foram discutidos vários aspectos da emigração e o impacto do livro, devido aos assuntos disseminados; mas, mais importante, os objectivos que o autor tenta alcançar e que são termos, num futuro não muito distante, um maior número de Portugueses com mais anos de escola, com liceu completo, mais presença nas Universidades e consequente obtenção de Licenciaturas, Mestrados e Doutoramentos, o que eventualmente resultará numa maior participação social, política, comercial e industrial a níveis mais elevados. Despedimo-nos de Manuel Mira com os maiores votos de felicidade para alcançar o seu objectivo. AG: Jornalista que acompanhou a digressão.
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